Do It
Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se pediu, agüenta...
Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Não tá bom, melhora...
Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite...
Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Use sua chance...
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô!, Hum!...
Se tá puto, quebre
Ta feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
Corra atrás da lebre...
Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure...
Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele...
Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta
Não se submeta...
Lenine
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Mike Tyson Free
Marcadores:
MikeTyson,
processo terapêutico

A reportagem sobre um novo programa com Mike Tyson e pombos de corrida me chamou atenção pela bizarrice do tema, mas o que veio a seguir se revelou genial. Esse cara que derrotava seus oponentes com uma fúria avassaladora e que teve grandes tropeços em sua vida privada mostrou que sua maior luta foi fora dos ringues.
Problemas com drogas e a perda de sua filha aos 4 anos num acidente doméstico com uma esteira ergométrica pareciam que o colocariam definitivamente na lona.
Hoje, aos 44 anos suas declarações mostram que ele renasceu das cinzas e definitivamente conheceu seus “demônios” de perto. Seu discurso me soa familiar, como alguém que emerge de um longo e doloroso mergulho. Algo comum aqueles que fazem da terapia um processo profundo e transformador.
Quando digo que terapia é para corajosos me refiro a isso. Uma luta acirrada para vencer velhos padrões que nos impulsiona para baixo, um olhar claro e corajoso para nosso repertório emocional e enfim, tomar posse de todo suporte criativo e amoroso que nos fez ser exatamente quem somos!
Depois disso, não mudamos nosso caráter, mas podemos escolher o que fazer com isso.
Nas palavras de Mike Tyson:
“Sou o mesmo homem. Só não faço mais as mesmas coisas, mas não mudei. Se você me apertar demais, vou morder. Mas não quero viver a mesma vida de antes.”
Fala sério: isso é ou não sensacional!?
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Prazo de validade
Marcadores:
desapego,
humildade,
prazo de validade

Acredito que todos nós temos um prazo de validade na vida dos outros. Eu como terapeuta, consigo perceber com exatidão quando isso ocorre na relação com paciente.
As vezes isso não significa a alta dele no processo terapêutico, muito pelo contrário, ainda há um longo caminho a percorrer. Sinto apenas que minha presença ao seu lado não acrescenta mais. Dei tudo que podia dar! Não haverá mais frutos nessa relação.
É hora de desprender e resignificar aquela relação.
Não é fácil esse desapego, afinal de contas, muitas vezes fui “carona” numa trajetória linda na vida daquela pessoa. Estive lá quando nasceu o primeiro filho, quando houve um rompimento brusco na relação, ou quando ela aprendeu a dizer não pra dizer um sim verdadeiro. Estivemos juntas quando se tornou independente e quando se deu conta que iria envelhecer.
É preciso trabalhar com humildade pra sacar que seu prazo de validade venceu e com desapego pra soltar o sujeito pro mundo ou pra encaminhá-lo pra outro terapeuta.
Essa semana reuni coragem e verbalizei isso pra uma paciente que vem comigo há alguns anos. Juntas crescemos, trabalhamos a tolerância e a paciência. Demarcamos seu território, construímos fronteiras físicas e emocionais que antes eram inexistentes. Construímos na relação a confiança necessária para sua independência.
Por mais criativa que eu seja não há nada de novo para dar a ela.
Difícil foi ela aceitar. Isso me fez questionar o quanto esse prazo pode ser unilateral? Na minha cabeça isso seria sempre sentido por ambos os lados. Vem sendo assim há anos. Mas quando transponho isso para o campo dos relacionamentos amorosos fica mais clara essa distancia. Na maior parte das vezes esse prazo só é sentido por uma das partes. Mas é meio que ao contrário. Vou explicar: O cara se dá conta que aquela menina já deu o que tinha que dar. Ele percebe que está com fome de outras coisas e que ali não dá mais caldo. Ou é ela que se toca que já viveu tudo que tinha pra viver com o sujeito.
Quem já teve uma relação assim, sabe do que eu to falando. É ótimo esgotar a relação, ir até o fim.
Na relação amorosa, quando nos damos conta que o prazo de validade venceu está na hora do coração buscar novos rumos. A única dificuldade é esvaziar a vida a dois, voltar a ser um só. Inteiro. Depois é correr pro abraço. Passada a dor da separação, zerar o cronômetro e começar tudo de novo.
terça-feira, 5 de abril de 2011
A conta do Casamento
Caro Destemido Walace e demais colaboradores,
Estréio aqui nesse espaço movido pelo calor do momento, pois o assunto proposto (há algum tempo atrás -o casamento) me toma grande fração do pensamento durante um período de pouco trabalho - como poderia não atender a mente ociosa ao chamado de um coração insistente? Me recupero de uma crise que começou disfarçada de crise matrimonial. De certo que não era! O buraco era bem mais em baixo, a crise era a dos 40 (um ano atrasada, devo dizer). Na preocupação do destemido colega com a forma de casamento descrita (ele sugeriu a revisão do modelo baseado na monogamia ou na longa convivência com uma mesma pessoa) reside uma arapuca que deve ser identificada e destruída ciclicamente, pois se casamos por amor, e eu me casei por amor (embora assustado pelo desconhecido mundo em que repentinamente mergulhava de cabeça) e ainda amo e desejo loucamente a mesma mulher, por que me separei? Arapuca! Ao longo dos anos a vida exige que você se dedique a tantas coisas que acabamos não prestando atenção e deixamos de cuidar daquilo que nos uniu: O amor. Sim, atribuindo ao outro frustações e inseguranças e acabamos vivendo uma projeção de nós mesmos. E por que? Porque conviver é difícil pacas, com contas pra pagar, crianças pra criar, sucesso pra alcançar e todo mais o resto. Dividir o banheiro (que o texto inicial classifica negativamente) não é tão ruim - já o usamos de formas muito interessantes... Finalmente explodi num ataque nervoso e joguei tudo na conta do casamento, resultado: Vamos ter que nos reconquistar. A minha amada que num gesto de bravura, mesmo desacreditada, me jogou na cara as verdades que revelaram a arapuca (de que também foi vítima, pois). A falta de diálogo mata o amor.
(24/3/2011 21:52:26)
Tamanduá Bandeira
Estréio aqui nesse espaço movido pelo calor do momento, pois o assunto proposto (há algum tempo atrás -o casamento) me toma grande fração do pensamento durante um período de pouco trabalho - como poderia não atender a mente ociosa ao chamado de um coração insistente? Me recupero de uma crise que começou disfarçada de crise matrimonial. De certo que não era! O buraco era bem mais em baixo, a crise era a dos 40 (um ano atrasada, devo dizer). Na preocupação do destemido colega com a forma de casamento descrita (ele sugeriu a revisão do modelo baseado na monogamia ou na longa convivência com uma mesma pessoa) reside uma arapuca que deve ser identificada e destruída ciclicamente, pois se casamos por amor, e eu me casei por amor (embora assustado pelo desconhecido mundo em que repentinamente mergulhava de cabeça) e ainda amo e desejo loucamente a mesma mulher, por que me separei? Arapuca! Ao longo dos anos a vida exige que você se dedique a tantas coisas que acabamos não prestando atenção e deixamos de cuidar daquilo que nos uniu: O amor. Sim, atribuindo ao outro frustações e inseguranças e acabamos vivendo uma projeção de nós mesmos. E por que? Porque conviver é difícil pacas, com contas pra pagar, crianças pra criar, sucesso pra alcançar e todo mais o resto. Dividir o banheiro (que o texto inicial classifica negativamente) não é tão ruim - já o usamos de formas muito interessantes... Finalmente explodi num ataque nervoso e joguei tudo na conta do casamento, resultado: Vamos ter que nos reconquistar. A minha amada que num gesto de bravura, mesmo desacreditada, me jogou na cara as verdades que revelaram a arapuca (de que também foi vítima, pois). A falta de diálogo mata o amor.
(24/3/2011 21:52:26)
Tamanduá Bandeira
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Americanas.com nunca mais!
Essa coisa de comprar pela internet é uma faca de dois gumes. O paraiso quando funciona e o inferno quando dá zebra.
Comprei há 1 mês atrás 5 porta retratos brancos na Americanas. com. Três dias depois chegaram 3 porta retratos prateados e quebrados.
Hoje são 2 de abril e continuo com os porta retratos prateados encaixotados na minha sala. Entre o pedido, o erro e hoje: telefonemas, espera, telemarketing, espera, email, telefonemas, mais telemarketing.... Obrigado por aguardar senhora, quer anotar o protocolo de sua reclamação?
Dá vontade de perder a linha, e soltar uns palavroes, mas me encho de energia zen, respiro fundo e lembro que humor e amor são remédios universais até pras coisas mais estúpidas. Então apenas respondo, Obrigado senhora, manda ver!
Boa páscoa para todos.
Comprei há 1 mês atrás 5 porta retratos brancos na Americanas. com. Três dias depois chegaram 3 porta retratos prateados e quebrados.
Hoje são 2 de abril e continuo com os porta retratos prateados encaixotados na minha sala. Entre o pedido, o erro e hoje: telefonemas, espera, telemarketing, espera, email, telefonemas, mais telemarketing.... Obrigado por aguardar senhora, quer anotar o protocolo de sua reclamação?
Dá vontade de perder a linha, e soltar uns palavroes, mas me encho de energia zen, respiro fundo e lembro que humor e amor são remédios universais até pras coisas mais estúpidas. Então apenas respondo, Obrigado senhora, manda ver!
Boa páscoa para todos.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Simplesmente Clarice
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por
escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao
ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por
isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão
feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não
existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me
amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou,
já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me
arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais
tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de
acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras
vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que
não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo
feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem
precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade.... Já tive
medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me
reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem
realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas
ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram...
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão
especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual,
porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar
com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas
mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais
complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Clarice Lispector
-------------------------
Há muito tempo não lia nada tão a minha cara. Resolvi compartilhar. Aproveitem.
Bom Fim de semana.
escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao
ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por
isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão
feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não
existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me
amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou,
já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me
arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais
tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de
acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras
vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que
não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo
feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem
precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade.... Já tive
medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me
reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem
realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas
ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram...
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão
especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual,
porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar
com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas
mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais
complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Clarice Lispector
-------------------------
Há muito tempo não lia nada tão a minha cara. Resolvi compartilhar. Aproveitem.
Bom Fim de semana.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Desejo x Necessidade

Você prefere estar com alguém porque precisa ou por que quer?
A resposta parece óbvia: mas como o neurótico é por definição aquele que não enxerga o óbvio, muitas vezes opta por relações onde se estabelece o vínculo da necessidade e não do desejo.
Vejo tanto isso acontecer que quase me soa normal. Talvez até seja normal, mas nada me convence que seja saudável.
Quando a costura da relação passa pela necessidade a infelicidade é companheira contínua. Se eu preciso do outro pra não fazer contato com meus buracos, carências e esquisitices,coitado dele e de mim também!
Quando eu sou dona do meu desejo e sei o que eu quero não cobro do outro que ele retribua á altura. Estou ali por que quero estar e se ele não me satisfaz plenamente tenho liberdade de escolha. Posso sair e procurar em outros canteiros. Mas se ao invés disso, cismo que o sujeito me deve amor, só por que eu amo, me deve gratidão por tudo que eu abro mão para estar com ele, aí começa a encrenca.
É difícil à beça esse negócio de relacionamento! Mas acredito que o mais difícil é domar nossas expectativas em relação ao parceiro. Feito isso, temos uma chance enorme de perceber que o outro não está ali para atender minhas expectativas e nem eu as dele. É fantástico perceber o quanto isso é libertador.
Já ouvi uma vez que: “a expectativa é o passo mais rápido para frustração” e fiz desta frase um mantra. É a mais pura verdade!
Se domarmos nossa fera interior: essa fome louca de amor e, buscar nossa nutrição emocional fazendo contato com tudo que nos apaixona, o outra entra numa perspectiva diferente, ganha um tamanho mais real e, assim é mais fácil ser feliz.
Boa semana.
Obs: Esta é a carta FORÇA do tarot. Uma mulher nua domando um leão. Somos nós em contato com nossos instintos mais primitivos. Apesar de entregue, ela está com as rédeas nas mãos.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
A Cara da Culpa
O que fazer quando uma ação se desdobra em dor para alguém que você ama?
Pedir desculpa? Simples assim: me perdoa.
Infelizmente pra mim não funciona. Um pedido de desculpa não me livra da culpa, não faz com que me sinta menos responsável.
Eu que tenho um traço um tanto obsessivo fico as voltas com aquele pensamento, estilo “chicotinho nas costa”:se eu não tivesse feito isso, aquilo não teria acontecido. Um tanto onipotente, eu sei, pensar que poderia ter o controle dos acontecimentos.
Tenho consciência que pra cada ato meu há uma série de conseqüências e terei que lidar com cada uma delas. Mas por uma fração de segundos, há um deslize, uma falta de atenção, e pronto: a merda tá feita!
Quando a conseqüência vem pra mim, Ok! Posso lidar bem com isso. Mas quando afeta a vida de outras pessoas... Nossa, é muito ruim!
Foi assim quando minha filha abriu um talho na perna, bem na minha frente e agora quando meu cachorro matou o cãozinho da minha irmã.
Fico sempre com a sensação de que eu poderia ter evitado isso.
Ah máquina do tempo! Por não te criaram ainda? Assim dava pra remendar tanta coisa.
Gosto de substituir a palavra culpa por responsabilidade e aí não cabe se desculpar pois fica difícil se “ desresponsabilizar” por algo que de fato foi minha responsabilidade.
Então, alguém tem algum elixir pra lidar bem com a culpa?
Pedir desculpa? Simples assim: me perdoa.
Infelizmente pra mim não funciona. Um pedido de desculpa não me livra da culpa, não faz com que me sinta menos responsável.
Eu que tenho um traço um tanto obsessivo fico as voltas com aquele pensamento, estilo “chicotinho nas costa”:se eu não tivesse feito isso, aquilo não teria acontecido. Um tanto onipotente, eu sei, pensar que poderia ter o controle dos acontecimentos.
Tenho consciência que pra cada ato meu há uma série de conseqüências e terei que lidar com cada uma delas. Mas por uma fração de segundos, há um deslize, uma falta de atenção, e pronto: a merda tá feita!
Quando a conseqüência vem pra mim, Ok! Posso lidar bem com isso. Mas quando afeta a vida de outras pessoas... Nossa, é muito ruim!
Foi assim quando minha filha abriu um talho na perna, bem na minha frente e agora quando meu cachorro matou o cãozinho da minha irmã.
Fico sempre com a sensação de que eu poderia ter evitado isso.
Ah máquina do tempo! Por não te criaram ainda? Assim dava pra remendar tanta coisa.
Gosto de substituir a palavra culpa por responsabilidade e aí não cabe se desculpar pois fica difícil se “ desresponsabilizar” por algo que de fato foi minha responsabilidade.
Então, alguém tem algum elixir pra lidar bem com a culpa?
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Tenho um casal de amigos, queridos.
Queridos por toda uma trajetória que construímos juntos. Anos de convivência, viagens, fins de semana, chopinhos e jantares. Porém, cada vez que estamos juntos, sinto como se uma película nos separasse. Como se faltasse algo, como se o contato fosse um pouco estéril.
Não sou de muitos amigos. Mas quando faço um vínculo é pra valer. Minha costura tem entrega, amor, vida.
Não preciso estar com meus amigos para amá-los. Aliás, essa é uma reclamação comum: minha distância física. Saio pouco. Atendo menos ainda o telefone. Mas quando estou com alguém querido, estou lá: de corpo alma e o que mais houver. Talvez até por isso precise da minha solidão. Do meu silêncio.
Se o amigo sofre, sofro junto. Se está feliz, vibro com suas conquistas.
Por essas e outras, sinto algo estranho quando a natureza do contato é fraca. Quando as fronteiras são duras e enrijecidas.
Se o outro entra na relação e não aprofunda, a sensação que eu tenho é de falta de confiança. A imagem que me vem é daqueles acrobatas circenses se balançando loucamente, contando com a capacidade de o outro, segurá-lo. A relação fica sendo nossa rede de proteção.
Como é prazerosa a relação com quem se arrisca! Se relacionar é correr risco. Risco de se machucar, de se sentir menor, de ser criticado. Risco de se perceber falho, impotente! Risco também de ser feliz e ter medo que acabe, passe rápido. Risco de se apaixonar!Risco de se ver nos defeitos do outro...
Quando não há confiança de um lado, o outro não se joga. O medo contagia. Não há entrega. Fica no vazio. A relação empobrece.
Dá menos vontade de ligar, de ver, de trocar.
Que pena!
Queridos por toda uma trajetória que construímos juntos. Anos de convivência, viagens, fins de semana, chopinhos e jantares. Porém, cada vez que estamos juntos, sinto como se uma película nos separasse. Como se faltasse algo, como se o contato fosse um pouco estéril.
Não sou de muitos amigos. Mas quando faço um vínculo é pra valer. Minha costura tem entrega, amor, vida.
Não preciso estar com meus amigos para amá-los. Aliás, essa é uma reclamação comum: minha distância física. Saio pouco. Atendo menos ainda o telefone. Mas quando estou com alguém querido, estou lá: de corpo alma e o que mais houver. Talvez até por isso precise da minha solidão. Do meu silêncio.
Se o amigo sofre, sofro junto. Se está feliz, vibro com suas conquistas.
Por essas e outras, sinto algo estranho quando a natureza do contato é fraca. Quando as fronteiras são duras e enrijecidas.
Se o outro entra na relação e não aprofunda, a sensação que eu tenho é de falta de confiança. A imagem que me vem é daqueles acrobatas circenses se balançando loucamente, contando com a capacidade de o outro, segurá-lo. A relação fica sendo nossa rede de proteção.
Como é prazerosa a relação com quem se arrisca! Se relacionar é correr risco. Risco de se machucar, de se sentir menor, de ser criticado. Risco de se perceber falho, impotente! Risco também de ser feliz e ter medo que acabe, passe rápido. Risco de se apaixonar!Risco de se ver nos defeitos do outro...
Quando não há confiança de um lado, o outro não se joga. O medo contagia. Não há entrega. Fica no vazio. A relação empobrece.
Dá menos vontade de ligar, de ver, de trocar.
Que pena!
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