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terça-feira, 22 de outubro de 2024

Mulheres Multifacetadas



O homem ama a mulher, a mulher ama o amor. Frasezinha sarapa, clichê, mas que guarda um conhecimento bacana da relação homem /mulher.
Acredito que o homem se apaixona pela mulher e por tudo que vem com ela, corpo, sexo, colo, abrigo, família, blá, blá...
A mulher ama o homem sim pelo que ele é, mas fica enamorada mesmo pela forma que ele a ama. Cada mulher tem uma jeito singular de ser amada. E esse é um mistério que precisa ser desvendado pelo parceiro.
Tem mulher que quer ser amada com atenção, com mimos, chameguinho, apelidinhos, aquele amor do:”desliga você, ah, não desliga você, ahhhh você primeiro...”
Há mulheres que querem liberdade, aventura, do tipo “arruma a mala que vamos viajar agora!”
Há aquelas que só se entregam quando há segurança. Quando sentem que estão pisando em terreno firme. Quando a paixão já deu lugar pro amor e ela se vê no futuro daquele homem. Quando existem planos, quando existe o “a gente”. Bom, aí entramos num outro território, pois a palavra Segurança adquiri significados distintos para cada uma.
Pra mim segurança é um homem que se basta, que se suporta, que consegue captar toda intensidade que habita aqui e não se assustar.
Para algumas mulheres segurança, é dinheiro, poder, um bom emprego, para outras é lealdade, inteligência, juras de amor.
Muitas vezes a mulher é tudo isso junto e mais alguma coisa!

A questão é que o universo feminino é multifacetado, não adianta querer andar em linha reta, uma porta leva a outra, que leva a outra e assim sucessivamente. Às vezes o parceiro se perde, e precisamos mostrar o caminho, apontar saídas, revelar o que doeu ou incomodou.

A mulher é boa em dar pistas, mas os homens sempre mais objetivos não enxergam, muitas vezes pisam nessas sutilezas sem se dar conta. Homem não vem com esse “chip” de ler entrelinhas, e as mulheres são cheias de entrelinhas.
O cara gasta uma grana pra dar pra ela aquele relógio bacana, mas tudo que ela queria era uma noite romântica, com direito a velas e um lindo cartão. Ela não fala, quer que ele adivinhe. Ele não tem bola de cristal, e fica frustrado por que se empenhou no presente. Tá feita a discórdia...
As mulheres gostam de pequenos gestos, sutilezas. Se não verbalizarem não serão atendidas.
É difícil sair da idealização de que o outro tem pensamentos mágicos ou que vive em função de adivinhar o que eu quero. O diálogo da conta disso. Mas conversando, podemos mostrar o caminho e ficar satisfeitos se o outro quiser acompanhar.

domingo, 20 de outubro de 2024

Estabilidade: O Assassino silencioso do Desejo

Em nossa busca frenética por conexão humana, costumeiramente pavimentamos o caminho de olho na promessa de estabilidade, construindo uma estrada segura de previsibilidade e constância. Mas  será que essa busca constante por segurança pode sufocar o campo erótico entre duas pessoas? será que tanta necessidade de estabilidade está nos custando a pulsão do desejo?


Convido você  a desacelerar por um momento, a observar o amor em sua essência: um mistério que nunca se revela por completo. Essa insistência em conhecer (as vezes controlar) cada detalhe do outro talvez não passe de uma tentativa de anestesiar a curiosidade que, no fundo, mantém o relacionamento vivo e pulsante. 

E se ao priorizarmos a estabilidade e a segurança, acabarmos criando uma imagem idealizada de nossos parceiros, muitas vezes ignorando suas verdadeira complexidade e autenticidade? Fazendo isso, acabamos vivendo ao lado de uma versão editada da pessoa amada, baseada em nossas próprias necessidades emocionais.


Abrir mão de um controle que nunca possuímos realmente é conceder ao amor um espaço para respirar. É permitir que ele se desenvolva de maneiras imprevisíveis, mas sempre fascinantes. O desafio do relacionamento está nesse equilíbrio incomum: manter a individualidade dançando no mesmo passo que a vontade de fusionar com o outro. 


E talvez, apenas talvez, a verdadeira coragem no amor não seja construir muros de certeza, mas manter portas abertas ao inesperado. Encontrar beleza na mudança, segurança no desconhecido, sabendo que o toque do novo pode reacender o que pensávamos ser permanente. 


No cotidiano, essa dança entre estabilidade e desejo pode ser encontrada nos mínimos gestos – na conversa inesperada que vira a noite, no olhar que descobre uma nova camada de quem achávamos conhecer. Porque amar verdadeiramente é, talvez, a mais bela forma de arte imperfeita que existe.


A estabilidade pode ser confortável, mas é nas brechas do cotidiano que o desejo faz morada. E talvez, ao final de tudo, o que buscamos seja justamente isso: um amor que, é um constante reaprender do outro, sem jamais perder a sua essência avassaladora.


Porque, no final do dia, preservar o desejo é abraçar o paradoxo do amor: um território onde estabilidade e liberdade dançam em um belo desafio, onde cada dia oferece um novo olhar de conhecer e ser conhecido.





sábado, 3 de junho de 2017

O que faz você feliz?




O que mantém as pessoas felizes e saudáveis?  Suas conquistas? Fortuna? Beleza ? fama?

Nenhuma das respostas acima! Um raro estudo feito em Harvard, com surpreendente duração de 75 anos,  coletou dados e entrevistas com mais de 700 homens. Rastrearam suas vidas, cérebro e sangue  ao longo de sua adolescência, idade adulta, até 80, 90 anos.

A conclusão é que Boas relações nos mantém felizes e saudáveis. Não importa a classe social nem a cor que você tenha. Sua capacidade de criar e manter vínculos saudáveis torna sua vida mais feliz e longeva. Não é o número de amigos mas a qualidade do vínculo.

Somos seres sociais e a solidão e o isolamento são nocivos a nossa sobrevivência. Pessoas com mais ligações afetivas, familiares e sociais são mais felizes, saudáveis e vivem mais tempo.

 Uma boa vida se constrói com boas relações.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Encaixe Afetivo

O amor. Ah, o amor!
Interessante como a gente tá acostumado a pensar no amor como algo mágico, como se tivesse alguém destinado pra nós em algum lugar do planeta. Só precisaria de um empurrãozinho do destino pra cruzar com o sujeito e imediatamente nos dois saberíamos que fomos feitos um para o outro.
Balela. Não acredito nisso! Não acho que somos metade em busca da outra fatia da laranja. Gosto de me sentir inteira o suficiente pra dividir e não uma metade ambulante a procura de alguém pra me preencher! Acho que o amor é algo construído, e o tal cara que cruzamos ali na esquina, dependendo da fase que eu esteja pode ser uma tremenda roubada. Se Você tá numa fase carente meio tristonha tenha certeza que a escolha vai ser um equívoco. Não é falta de romantismo não, eu vou explicar.
Acho que temos uma espécie de encaixe. Se já estamos num momento bom de auto-conhecimento e sabemos exatamente o que estamos procurando, quais são os defeitos toleráveis e os intoleráveis, aí tá bacana pra encontrar alguém que vai alimentar o que há de melhor em mim. Mas, se ao contrário, não sei nem direito quem eu sou, do que gosto, o que priorizo. Vou cruzar com um cara que tem pinta de bacana mas, que pode ser uma verdadeira roubada e me atracar com o sujeito como se ele fosse a última coca cola do deserto. Paixonite doença. Insegurança, baixa estima, enfim, despertar o que de pior existe em mim! Ressaca emocional!
Quem nunca viveu uma “paixão” assim que atire a primeira pedra!
Acho mesmo que quanto mais a gente se investigou maior a chance de fazer escolhas afetivas assertivas. Conhecemos melhor nossos encaixes. Os certos e os errados!
Pra "ter a sorte de um amor tranquilo” nada como aguçar o olhar, primeiro interno e depois correr pro abraço.

sábado, 5 de julho de 2008

Traídos e Traidores

Quando a traição é descoberta numa relação a 2, de duas uma: ou o parceiro traído não perdoa e a relação se rompe, ou há uma injeção de libido e a relação se fortalece.
Aprendi isso com meus pacientes, traídos e traidores, por que eu mesmo pertenço à primeira categoria, não tenho a divina capacidade de perdoar. Mas já vi muitas vezes relações mornas recobrarem o tesão após uma traição. É como se a traição fizesse o homem e mulher se sentirem desejados novamente. Ver aquele que traiu como objeto de desejo alheio por mais que doa, restabelece o tesão. Isso acontece e é difícil de admitir, até mesmo para si, mas já ouvi inúmeros depoimentos de que o sexo entre o casal melhora.
Ninguém explorou melhor este tema do que Nelson Rodrigues. Tem um conto em especial chamado Casal de 3 que é maravilhoso. Nele o casal vive há anos um casamento morno, até que um dia, o marido leva um amigo para almoçar. O amigo vira amante da mulher e o casamento esquenta novamente. O amante vira aquele que mantém o casamento aquecido. O marido é o típico corno manso, faz vista grossa, até por que está se beneficiando do chifre. “A vida Como ela é”.
Acredito que quem ama poupa o outro e quando trai, faz bem feito. Não expõe o parceiro ao papel de corno, até porque a traição,acredito eu, é uma questão de quem trai e não de quem é traído. Pode até acontecer de ser um sintoma da relação, mas não acredito que a traição só ocorra em relacionamentos falidos. E se a necessidade parte de quem trai, então que este arque com as conseqüências, incluindo a culpa. Mas há sempre aqueles que não conseguem administrar a culpa e vão buscar absolvição no ser traído. Aí é sacanagem né? Investigue internamente, descubra o que está procurando, vá fazer terapia, mas poupe seu parceiro desse sofrimento. Até por que a imaginação é mais cruel do que a realidade. Fará o traído imaginar cenas do ser amado se enroscando ao corpo alheio ou lançando aquele “olhar ternura” tão conhecido entre os 2.

Eu gosto muito daquele ditado que diz: “o que os olhos não vêem o coração não sente” Quando ainda há amor, mesmo que pouco, mesmo que fraternal, o outro deve ser poupado. Se foi capaz de trair, que faça entre 4 paredes, pois pior do que ser corno é ser corno público. Não expor seu companheiro é o mínimo de respeito que se pode ter.
Não condeno, nem julgo, mas acho injusto esse acordo de liberdade pra mim, prisão pra você. Se a relação suportar a “entrega partilhada”, ou se os envolvidos não curtem a relação monogâmica, há um acordo entre as partes e beijar outras bocas, então, não consta como traição. Mas, se ao contrário, há um acordo de segurar a onda, e só dividir fluidos corporais entre os dois, aí o buraco é mais em baixo.

Só há traição quando há amor, caso contrário, trair o que?
Há aqueles que amam e traem, os que não sabem se ainda amam e se colocam à prova para descobrir, há ainda os que traem por medo de amar demais e os que morrem de medo do abandono ou da solidão e traem para ter sempre uma carta na manga. Caso seu amor titular lhe dê um pé na bunda, já tem outro no banco reserva. Há os que precisam testar seu poder de conquista e fazem traições corriqueiras, e há o tipo mais doloroso de traição, quando seu parceiro/a se apaixona por outra pessoa. Essa é uma traição que dilacera.

Há uma relação triangular que se estabelece com a traição. Não dá pra esquecer que praticamente aprendemos a amar triangulando com pai e mãe. Este é o nosso triangulo afetivo primordial. Pode ser que a traição reedite essa situação, colocando o sujeito no lugar do preterido, do culpado ou do disputado. Bom, mas isso também pode ser maluquice da cabeça de uma terapeuta... Mas essa já é uma outra história.....

terça-feira, 3 de junho de 2008

Fecha e deixa Solto

Atendendo a pedidos aí está a filosofia do flanelinha postada pelo Macho de Respeito, em resposta ao texto Plural Masculino:

"Vem madame, desvira, desvira, agora fecha e deixa solto!

Toda mulher que dirige já ouviu essa frase. E se por caso ainda não ouviu, basta dar um pulo em um dos BGs, noites cariocas, fundições progressos e similares que existem por aí. É a contra prestação que nossa consciência nos faz pagar de R$ 3,00 a R$ 20,00 para estacionar nossos carros nas ruas e não ficarmos preocupados em vê-los arranhados ou com um dos vidros quebrados.Entretanto, mesmo nas maiores adversidades podemos extrair uma certa sabedoria na filosofia dos zeladores autônomos de veículos automotivos e fazer uma analogia com o relacionamento de um casal.A escritora Martha Medeiros em sua coluna semanal da revista de domingo uma vez publicou a fórmula para que os relacionamentos durassem mais do que duas ou três semanas. É exatamente sobre isso que pretendo tecer algumas considerações.Um relacionamento saudável é fechado (tô contigo, na sua, sou fiel ao que sinto e pode ter certeza que quero somente vc). Mas, me deixa solto vai!! Me deixa ir sem reclamar ao jogo do Flu em Buenos Aires, ou melhor, não só me deixe ir como me dê o empurrão final para que eu decida gastar o equivalente a cinco bons jantares com vc para ver 90 minutos de um jogo de futebol com a chance de eu sair puto da vida! Ou então, aproveitar aquela quinta feira para ir tomar um chopp inocente com uns amigos e ficar falando de amenidades. (Tá bom, tá bom, daquela nova estagiária que fulano contratou e que nunca vai comer, mas que tira onda mesmo assim)Nós homens não gostamos de interrogatório e podem acreditar, gostamos de estar entre nossos pares. Daí podem ter certeza de que não gostamos dos seguintes questionamentos: "A que horas você chegou? "Onde estava?","Porque o telefone estava desligado"?, "Porque não ligou?", "hum, mal contada essa história hein!".O que quero dizer é que nós precisamos de mobilidade. Tudo bem, não vou abusar, pode manter a rédea, mas não deixe-a a curta. Pode ter certeza, o equilíbrio é a chave e se vc souber levar vai ganhar...Um relacionamento saudável e duradouro é assim: permite empurrar pra frente, para trás, um encaixe, uma manobra, enfim, não queira puxar o freio de mão e liberá-lo somente quando quiser.Aplicando a filosofia do flanelinha vc poderá ter certeza de que ninguém invadirá o seu espaço, o seu relacionamento amoroso e se vc for flexível, souber ajustar, puxar e soltar eu vou estar na sua.Se você é daquelas que consideram o interrogatório como uma demonstração de "ciuminho saudável", um carinho ou cuidado com o seu marido, noivo, namorado ou afins pare de se enganar e pense bem antes de iniciar aquela discussão que somente vai te fazer comer uma caixa de chocolate e no dia seguinte fazer com que dobre a aula de spinning ou zerar por duas vezes o transport da academia.Não pense que estou aconselhando você a entubar tudo, longe de mim!!! Estou falando de comer pelas beiradas, sondar o terreno para ver se seu interrogatório vai ultrapassar a barreira do simples interesse para chegar no interrogatório desconfiado.Posso garantir que homens que estão fechados e ao mesmo tempo soltos são tranqüilos e maduros no seu relacionamento e não gostam de investigações detalhadas sobre o que fizeram durante aquela horinha em que o celular não estava ligado.E tenha uma coisa em mente: na esmagadora maioria das vezes onde fomos, com quem fomos, o que falamos e porque não ligamos não tem nada de interessante ou misterioso para você. A não ser que vc tenha interesse na demissão do Leão, do Cuca ou quem sabe, na contratação do lateral esquerdinha pelo Náutico. Ou então daquelas fotos da ex BBB na Playboy que evidenciaram os recém 375 ml de silicone que não apareciam durante a exibição do reality show.

FECHA E DEIXA SOLTO!!!!

ass: Macho de Respeito

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Plural Masculino

Sei que hoje serei apedrejada por algumas mulheres e odiada por outras. Serão raras aquelas que me darão razão. Mas vou correr o risco!
É com certa freqüência que escuto dentro e fora do consultório a reclamação de como os homens são egoístas. A definição de egoísmo é a de ele só faz o que quer! As frases mais corriqueiras são: “ ele é muito egoísta, sai do trabalho, vai beber chope com os amigos e eu fico que nem uma idiota em casa esperando!” ou “hoje é dia daquele maldito futebol, o pior é que depois tem BG!”ou, “O Bracarense é a segunda casa dele! Eu queria botar uma bomba naquele lugar!”
Bom, a reclamação sempre gira em torno do homem ter uma atividade que não inclui sua parceira e pior, que lhe dá um puta prazer sem que ela esteja .Fato é que o homem consegue fazer planos pensando no singular, ao contrário de suas parceiras que parecem sempre pensar no plural.
Agora, a pergunta que não quer calar: egoísta é aquele que faz o que quer, ou é aquele que quer que o outro faça o que ele quer? Ou melhor, egoísta é aquele que está em dia com o seu desejo, aquele que faz valer sua vontade? Ou o que deixa de fazer o que quer para que o outro também ceda?
Eu fui vítima desse comportamento contaminado durante anos. Ainda arde na memória um dia, em terapia, que eu reclamava como me sentia abandonada por ele chegar em casa feliz da vida depois de uma pelada emendada num chopinho. Isso me deixava louca e lá ia eu gastar meu tempo de terapia reclamando do egoísmo do meu namorado que não me dava um único telefonema enquanto o jogo rolava.
Meu terapeuta, um ser deste outro sexo, mandou então na lata: Mônica, o que você têm é inveja! Tá é morrendo de inveja dele! Dei uma risada de raiva e retruquei que jamais sentiria inveja de ficar que nem uma babaca correndo atrás de uma bola e depois ficar horas desfiando sobre o tema, estilo melhores momentos!
Foi então que me dei conta que sentia uma mega irritação no fato dele se divertir tanto sem mim. E que não havia na minha vida, pelo menos naquele momento nada que me preenchesse tanto assim. Estava sim com inveja! E não adiantava, pelo menos pra mim, fazer aquela cena que muitas mulheres fazem de reunir as amigas numa mesa de bar enquanto os namorados jogam ou assistem um jogo. Sempre tive horror de reger minha vida em função de alguém, e se quisesse sair com as meninas, que fosse para estar com elas e não para ocupar o tempo sem meu homem!
Fui percebendo ao atender mulheres e homens, que nós mulheres não temos essa alma grupo, a não ser na adolescência, claro! Não sentimos esse prazer de viver em bando, jogar uma boa pelada, e tirando raríssimas exceções, nunca conheci uma mulher que se mandasse para Buenos Aires para ver o Fluminense jogar.
Meus pacientes homens chegam a desmarcar terapia em dia de jogo. Quando não é futebol, é uma banda ou a galera do bar. Conheço figuras deliciosas que pertencem a uma confraria butequeira, com direito a camiseta com nome de seus membros.
Muitas mulheres querem ser a prioridade na vida de seus homens, querem ser suas musas, caso contrário sentem-se ameaçadas e assim o amor esfria.Porém, perceber que os homens distribuem suas paixões ao invés de concentrar tudo numa relação é um ensinamento que o sexo oposto nos dá de graça. Eu só consegui entender isso quando me apaixonei pela psicologia clínica. Trocar com um paciente que me permite entrar de verdade em seu mundo não tem preço. Interagir, descobrir novas possibilidades de comportamento, ser companheira de viagem nessa busca pela felicidade é presenciar um maravilhoso milagre humano.
Meu tesão é o ser humano e todas as possibilidades que temos e muitas vezes não aproveitamos. Aprendi com meus namorados, meu terapeuta e principalmente com meus pacientes, a distribuir minhas paixões. Hoje saio encantada de algumas sessões, extasiada da prática de yoga e me vejo tendo paixonites pelos meus amigos.
Ter várias fontes de prazer é sem dúvida um bom antídoto para o tédio e para frustração.
Meninas, fica aqui minha sugestão: ao invés de brigar, vamos aprender com eles!