O amor. Ah, o amor!
Interessante como a gente tá acostumado a pensar no amor como algo mágico, como se tivesse alguém destinado pra nós em algum lugar do planeta. Só precisaria de um empurrãozinho do destino pra cruzar com o sujeito e imediatamente nos dois saberíamos que fomos feitos um para o outro.
Balela. Não acredito nisso! Não acho que somos metade em busca da outra fatia da laranja. Gosto de me sentir inteira o suficiente pra dividir e não uma metade ambulante a procura de alguém pra me preencher! Acho que o amor é algo construído, e o tal cara que cruzamos ali na esquina, dependendo da fase que eu esteja pode ser uma tremenda roubada. Se Você tá numa fase carente meio tristonha tenha certeza que a escolha vai ser um equívoco. Não é falta de romantismo não, eu vou explicar.
Acho que temos uma espécie de encaixe. Se já estamos num momento bom de auto-conhecimento e sabemos exatamente o que estamos procurando, quais são os defeitos toleráveis e os intoleráveis, aí tá bacana pra encontrar alguém que vai alimentar o que há de melhor em mim. Mas, se ao contrário, não sei nem direito quem eu sou, do que gosto, o que priorizo. Vou cruzar com um cara que tem pinta de bacana mas, que pode ser uma verdadeira roubada e me atracar com o sujeito como se ele fosse a última coca cola do deserto. Paixonite doença. Insegurança, baixa estima, enfim, despertar o que de pior existe em mim! Ressaca emocional!
Quem nunca viveu uma “paixão” assim que atire a primeira pedra!
Acho mesmo que quanto mais a gente se investigou maior a chance de fazer escolhas afetivas assertivas. Conhecemos melhor nossos encaixes. Os certos e os errados!
Pra "ter a sorte de um amor tranquilo” nada como aguçar o olhar, primeiro interno e depois correr pro abraço.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008
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