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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Grande Arquiteto

Me afino com a idéia pagã que circulava antes do Cristianismo ganhar força.
Deus e a natureza eram sinônimos e representações um do outro.
Deus era chamado no feminino. Era Deusa.
Deusa terra, mãe, fecunda. Era a ela que agradecíamos uma boa colheita e acendíamos fogueiras nos solstícios e equinócios.
Deus estava na terra e na nossa capacidade de nos nutrir dela.
Aos poucos com a chegada do Cristianismo essa idéia migrou para a figura de Nossa Senhora. O Patriarcado foi imposto e Deus virou masculino.
Hoje, é a ela que me reporto. A ela que rezo e agradeço.
Continuo com uma imensa sensação de que Deus está ali, na terra, no fogo, no ar e na água. Não é a toa que usamos esses elementos nos Rituais religiosos, do Camdomble ao catolicismo.

Não tento entender Deus, apenas senti-lo.
A sensação que estou dançando sua dança, ouvindo sua música é intensificada por algumas manobras que busco manter durante meus dias. Quando pratico yoga minha intenção é acima de tudo tornar minha experiência “com Deus” um pouco mais prolongada.
Estar em movimento, pegar uma estrada bacana, ouvir uma música que toca a alma, me conectar com o humano que existe em cada um de nós, me faz sentir Deus.
É pura percepção. Silêncio e música. Barulho do mar. Vento na cara.
Existe uma “perfeição” divina na natureza, no funcionamento do corpo humano, na relação dos órgãos com nossas emoções.
Deus é um arquiteto genial. Como faço parte de um de seus projetos não tenho idéia da grandeza da obra. Apenas imagino. E mesmo diante da minha visão limitada, fico absolutamente maravilhada.

Beijos e bom findi Semana

Obs: esse texto também foi publicado no Blog do Calau, Fenomenal: http://blogs.abril.com.br/calaufenomenal