Mostrando postagens com marcador imaginação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador imaginação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Fantasias

Fantasiar é fundamental, pelo menos pra mim. Na astrologia o planeta que representa o amor erótico é o mesmo que representa a fantasia, indicando que não existe paixão sem imaginação. Faz sentido, pois a paixão é um tanto o ser amado e um tantão de projeção. É quase sempre tela em branco, projeção dos nossos desejos.
Vamos pintando o outro ajustando à imagem daquilo que queremos ver. A paixão é quase um photoshop da realidade, nela vivemos o que queremos, com quem queremos. A paixão filtra os defeitos e apaga as imperfeições.
O desafio é trazer prá relação, depois que a paixão se aquietou, que o frio na barriga deu lugar para o morno, aconchegante e às vezes tedioso sentimento de estabilidade, esse sentimento que esquenta a alma e amolece o corpo.
Acredito que se conseguirmos formar um bom repertório de fantasias é só “puxar o arquivo” quando for necessário. Quando a relação começa a desbotar, ler os contos eróticos da Anais Nin pode ser de grande ajuda. Ela colore como ninguém corpos, suores e sentimentos.
Às vezes o bacana é compartilhar a fantasia, falar para o parceiro as loucuras que passam pela cabeça. É preciso criar um espaço para que isso aconteça, caso contrário o outro pode levar um susto e o tiro sair pela culatra. Ao invés de esquentar a relação o outro pode “panicar”, e se distanciar.É preciso sentir-se cúmplice na fantasia, se não como será ouvir que foi gostoso imaginar que havia alguém olhando, ou até participando?
Fantasia transformada em realidade pode ser extremamente nociva para a relação. Uma menina que realiza a fantasia de seu namorado de vê-la beijando outra menina, pode estar correndo vários riscos. De gostar de beijar meninas, de curtir o lance a 3 mais do que a 2, de pirar na sua própria identidade sexual, de ter um namorado loucamente ciumento na sua cola e por aí vai.Mas, viver é correr riscos não é mesmo? Não dá pra se jogar no precipício sem espírito de aventura!
Conheço o caso de uma moça que resolveu explorar as fantasias da sua relação. Colocou a roupa mais sexy e atrevida que tinha e foi pro calçadão de Copa esperar o marido passar.Ela ia ser a puta dele naquela noite. Em fantasia era sensacional, mas na real, quase levou porrada de travesti, pois desavisada foi parar no ponto errado!
Gosto de pensar que fantasia é fantasia, e que isso é o bastante, já aquece a alma e alimenta o componente erótico da relação. Se for compartilhada melhor ainda, pois entre quatro paredes vale tudo.
Anais Nin tem uma frase maravilhosa que fala: “a vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo”. Fantasiar é da nossa natureza, compartilhar é um delicioso ato de coragem e transformá-las em realidade não é para desavisados!