Ciúme e posse são a mesma coisa?
Sem dúvida, são irmãos. Mas, nascem de psicodinâmicas diferentes.
Ciúme é touro, posse é escorpião.
Ciúme é: “eu vi primeiro e ninguém tasca!”
Posse é domínio.
No ciúme, eu sou dono do corpo do outro e me mordo, enlouqueço, se alguém quer pegar só um pedacinho.
Na posse eu sou dono da vida do outro e fico louco se algo foge ao meu controle.
Ambos são territoriais. O ciumento sofre pelo passado, presente e futuro do parceiro. Por quem ele já beijou e por quem ele imagina que o outro beijaria.
O possessivo precisa sentir que domina seu território, sabe os horários e costumes do parceiro. Que horas chega, sai, dorme e come.
O ciumento acha que todo mundo tá olhando pro amor dele. É vítima da sua própria imaginação.
O possessivo só começa a ficar nervoso se algo foge do seu script. 15 Minutos de atraso é o tempo limite para o possessivo segurar a onda. Se o cara sempre chega da pelada as 10, Cacete! São10:30 e ele ainda não aparceu? É o início de um furacão e o outro vai sofrer as conseqüências.
Ela anda de um lado pro outro, parece tigre enjaulado. Olha o celular a cada 10 segundos e começa a torcer em segredo pra alguma coisa ter acontecido que justifique esse FDP, não ter aparecido até agora!
O ciumento pega pelo braço, chora, faz escândalo. Perde a linha, se humilha.
O Possessivo é frio, vingativo, estrategista. A dor que ele sentiu por se perceber fora do controle será repassada para o parceiro com juros e correção monetária.
Não acredito que ciúme seja amor. Quem ama cuida, não quer pra si. Porém, não recrimino. Num certo grau acho até gostoso. Acredito que se eu sou capaz de amar alguém assim, outra pessoa também será, e isso mantém minha relação aquecida.
Se o ciumento encontra pela frente algum inseguro que se alimenta de seu ciúme, tá feita a desgraça! Aí se estabelece a tal relação sado-masoquista, onde um se alimenta da dor do outro. Nesse caso deixa de ser relação, vira doença.
Ciúme e possessividade, ministrados com grau de liberdade, pode ser bacana, mas se for mal medido, sufoca o amor. Uma pegada mais forte no braço, pra dar uma situada na moça que tá muito soltinha na pista de dança, pode ser engraçado, mas se o cara ficar nessa paranóia a noite toda estraga a festa, né? E se isso se repete em toda a festa, o que azeda é a relação.
É a tal da pimenta, na medida é uma delícia, colocar demais, estraga o prato!
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Ciúme e Possessividade
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terça-feira, 8 de julho de 2008
O Corno Manso, O Corno Traído e o Comborço
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triangulo amoroso.
Chifre é que nem consórcio: mais dia menos dia vc será contemplado. Dessa máxima popular surgiu a idéia de prestar um serviço de utilidade pública e tentar apaziguar a quase sempre tormentosa relação vivida entre o corno manso, o corno traído e o comborço.
Primeiro, vamos as definições para uma melhor compreensão do tema: o corno manso é aquele que descobre por acaso e por conta própria. Sabe que é corno e se mantém numa fingida ignorância e quando alguém tenta alertá-lo ele disfarça como se o assunto não fosse com ele. Essa espécie é mais evoluída, conhece bem todos seus direitos, deveres e características básicas e é feliz assim, só perdendo a compostura quando seu comborço não sabe conviver em sociedade.
Já o corno traído é aquele inconformado, sempre “vítima” da situação, aquele que parte imediatamente para a separação, sai de casa ou a expulsa, briga e chega até mesmo às vias de fato.
Sobre o comborço, vou pedir licença ao ilustre escritor Mario Prata que sintetizou muito bem a sua definição: “comborço significa o amante (ou o atual marido) da ex-mulher da gente. É o grau de parentesco entre o corno e o outro”. Ou seja, para todo corno corresponde um comborço. E a todo comborço corresponde um corno. Portanto, se a sua ex-mulher ou ex-namorada tiver um outro marido ou namorado, ele é o seu comborço. E você amigo, me desculpe, é o corno dele.
Partindo desses conceitos, entendo que o corno traído não deveria se preocupar tanto. Primeiro, porque a nossa memória é curta e passada a comoção da descoberta do par de chifres ninguém mais dará importância a esse fato. Segundo, porque o corno traído de hoje pode ser o comborço de amanhã. Portanto, o corno traído não deve se irritar com o seu comborço, porque, mais dia, menos dia, ele (comborço) será também um corno (que poderá ser manso ou traído) e terá, conseqüentemente, o seu comborço correspondente.
O corno traído sempre odeia o seu comborço. E vice-versa. É um erro crasso. Explica-se: deveria ser ensinado na escola respeitar e tratar sempre bem o nosso comborço, principalmente se você tiver filhos com a sua ex-mulher. Afinal, quem estará cuidando a maior parte do tempo dos seus filhos é o comborço e imagina ele fazendo a cabeça do seu primogênito para torcer para um time rival ao seu.
E não é que tem comborço que inacreditavelmente odeia o seu corno! Hello comborços, não se deve odiar os respectivos cornos, e, muito menos, cair na pasmaceira comum do comborço ter mais ciúme do corno que o corno do comborço. Na verdade, o comborço tem medo que a qualquer momento o corno passe a ser o comborço dele mesmo. Ou seja, os dois seriam, aí, parentescamente falando, co-comborços.
Acredito que paira uma grande injustiça sobre o corno manso. Geralmente são pessoas de temperamento dócil, solícitas e gentis e nunca são egoístas. A única coisa que estraga a felicidade da categoria é o tal do comborço. Esse indivíduo desconhece todas as regras que ditam a boa convivência social e acha que pode zombar o corno simplesmente por este pertencer a tão nobre espécie. Nobre pela singeleza da generosidade, o corno divide sua mulher e ainda se sujeita humildemente à chacota e ao escárnio. Uma mansidão bíblica! Porém, não convém apregoar os acessórios do corno estando ele presente, pois ao ser publicamente apontado o corno pode se tornar feroz - lembrando que ferocidade é diferente de agressividade.
Já o maior dos equívocos cometido pelo comborço é que ele, por não se ver na pele do corno manso, literalmente, acaba por cuspir no prato em que come. Esquece que o corno manso é seu parceiro e sócio e como tal deveria ser tratado com respeito e consideração. Fosse mais inteligente o comborço poderia concluir que o corno somente é corno porque tem uma mulher boa, no mínimo, interessante. E mais! O comborço inteligente elogia e enaltece o corno manso, a fim de que a mulher do corno dispense a seu marido a mesma e dedicada atenção que dispensa ao comborço, de forma que a proteção e atenção ao corno aumenta as chances de permanecer mais tempo como insuspeito comborço.
Reconheço que é um tanto difícil sustentar a defesa para que não chacotem o corno manso. A começar pelo simples fato de que todo corno manso é corno por prazer. O corno manso que diz se manter no triângulo societário amoroso apenas por amor à sua mulher mente descaradamente. Na verdade, o corno se julga incapaz de conquistar uma outra fonte de prazer tão generosa e abundante quanto à fonte atual (aqui, eu considero que a mulher que faz do corno um corno, assim o faz por ser uma fonte inesgotável de prazer) e, sentindo-se incapaz de explorar totalmente essa fonte, abre espaço para a exploração em parceria com o comborço. Ah, a sabedoria popular!! Quem não ouviu aquela frase “prefiro comer filet mignon acompanhado do que m... sozinho" - todo corno manso pensa assim.
Penso que o comborço é última análise um covarde e um ingrato! O comborço só se mantém no cargo por medo de assumir compromisso com a mulher que o encanta. Teme inversão de papel; assumir relacionamento e futuramente se imaginar a dividir sua abundância. A conclusão deveria ser clara e o comborço - que preza sua condição - não deveria menosprezar nem ridicularizar o corno, seu parceiro no usufruto de prazeres.
O comborço esperto não alardeia sua condição, fica na miúda, só obtendo prazer. Aliás, todos os envolvidos deveriam ficar cada um na sua. E quando um trio, em comum acordo, permite alarde da sociedade “anônima” geralmente acontece a sublimação do corno. Uma tragédia! Pois apesar de serem mutuamente necessários, tradicionalmente, o corno e seu comborço não devem se bicar. No máximo é permitido conviverem no mesmo circulo social. Convivência que é sempre por mérito do corno, que é sempre mais lúcido, por adotar medidas de segurança. Se deixasse por conta do comborço seria um caos. Veja bem, é sempre o corno quem liga pra casa avisando que vai chegar mais cedo. É o corno quem bate forte o portão, quem chega limpando os pés com estardalhaço, quem se atrapalha com a chave da porta, quem faz festa com o cãozinho antes de entrar em casa... Pode apostar, corno manso de primeira categoria nunca tem cachorro grande, daqueles que mordem, pois em preservação do comborço só se permite a posse de cãozinho que late. Chyu-aua pra baixo..
Ironia, justamente por todos esses cuidados em proteger e preservar o comborço, o pobre do corno manso é tratado com escárnio e desrespeito pelo seu protegido. Uma total falta de consideração, já que o correto seria o corno ser muito respeitado. Se não pela instituição que ele representa, pela mansidão e classe com que age.
Macho de respeito é propriedade de humanopossivel@blogspot.com.br Todos os direitos reservados. Não é a CEO do blog e é macho e espada de verdade, solteiro, namorando, tem 34 anos e é advogado no Rio de Janeiro.
Primeiro, vamos as definições para uma melhor compreensão do tema: o corno manso é aquele que descobre por acaso e por conta própria. Sabe que é corno e se mantém numa fingida ignorância e quando alguém tenta alertá-lo ele disfarça como se o assunto não fosse com ele. Essa espécie é mais evoluída, conhece bem todos seus direitos, deveres e características básicas e é feliz assim, só perdendo a compostura quando seu comborço não sabe conviver em sociedade.
Já o corno traído é aquele inconformado, sempre “vítima” da situação, aquele que parte imediatamente para a separação, sai de casa ou a expulsa, briga e chega até mesmo às vias de fato.
Sobre o comborço, vou pedir licença ao ilustre escritor Mario Prata que sintetizou muito bem a sua definição: “comborço significa o amante (ou o atual marido) da ex-mulher da gente. É o grau de parentesco entre o corno e o outro”. Ou seja, para todo corno corresponde um comborço. E a todo comborço corresponde um corno. Portanto, se a sua ex-mulher ou ex-namorada tiver um outro marido ou namorado, ele é o seu comborço. E você amigo, me desculpe, é o corno dele.
Partindo desses conceitos, entendo que o corno traído não deveria se preocupar tanto. Primeiro, porque a nossa memória é curta e passada a comoção da descoberta do par de chifres ninguém mais dará importância a esse fato. Segundo, porque o corno traído de hoje pode ser o comborço de amanhã. Portanto, o corno traído não deve se irritar com o seu comborço, porque, mais dia, menos dia, ele (comborço) será também um corno (que poderá ser manso ou traído) e terá, conseqüentemente, o seu comborço correspondente.
O corno traído sempre odeia o seu comborço. E vice-versa. É um erro crasso. Explica-se: deveria ser ensinado na escola respeitar e tratar sempre bem o nosso comborço, principalmente se você tiver filhos com a sua ex-mulher. Afinal, quem estará cuidando a maior parte do tempo dos seus filhos é o comborço e imagina ele fazendo a cabeça do seu primogênito para torcer para um time rival ao seu.
E não é que tem comborço que inacreditavelmente odeia o seu corno! Hello comborços, não se deve odiar os respectivos cornos, e, muito menos, cair na pasmaceira comum do comborço ter mais ciúme do corno que o corno do comborço. Na verdade, o comborço tem medo que a qualquer momento o corno passe a ser o comborço dele mesmo. Ou seja, os dois seriam, aí, parentescamente falando, co-comborços.
Acredito que paira uma grande injustiça sobre o corno manso. Geralmente são pessoas de temperamento dócil, solícitas e gentis e nunca são egoístas. A única coisa que estraga a felicidade da categoria é o tal do comborço. Esse indivíduo desconhece todas as regras que ditam a boa convivência social e acha que pode zombar o corno simplesmente por este pertencer a tão nobre espécie. Nobre pela singeleza da generosidade, o corno divide sua mulher e ainda se sujeita humildemente à chacota e ao escárnio. Uma mansidão bíblica! Porém, não convém apregoar os acessórios do corno estando ele presente, pois ao ser publicamente apontado o corno pode se tornar feroz - lembrando que ferocidade é diferente de agressividade.
Já o maior dos equívocos cometido pelo comborço é que ele, por não se ver na pele do corno manso, literalmente, acaba por cuspir no prato em que come. Esquece que o corno manso é seu parceiro e sócio e como tal deveria ser tratado com respeito e consideração. Fosse mais inteligente o comborço poderia concluir que o corno somente é corno porque tem uma mulher boa, no mínimo, interessante. E mais! O comborço inteligente elogia e enaltece o corno manso, a fim de que a mulher do corno dispense a seu marido a mesma e dedicada atenção que dispensa ao comborço, de forma que a proteção e atenção ao corno aumenta as chances de permanecer mais tempo como insuspeito comborço.
Reconheço que é um tanto difícil sustentar a defesa para que não chacotem o corno manso. A começar pelo simples fato de que todo corno manso é corno por prazer. O corno manso que diz se manter no triângulo societário amoroso apenas por amor à sua mulher mente descaradamente. Na verdade, o corno se julga incapaz de conquistar uma outra fonte de prazer tão generosa e abundante quanto à fonte atual (aqui, eu considero que a mulher que faz do corno um corno, assim o faz por ser uma fonte inesgotável de prazer) e, sentindo-se incapaz de explorar totalmente essa fonte, abre espaço para a exploração em parceria com o comborço. Ah, a sabedoria popular!! Quem não ouviu aquela frase “prefiro comer filet mignon acompanhado do que m... sozinho" - todo corno manso pensa assim.
Penso que o comborço é última análise um covarde e um ingrato! O comborço só se mantém no cargo por medo de assumir compromisso com a mulher que o encanta. Teme inversão de papel; assumir relacionamento e futuramente se imaginar a dividir sua abundância. A conclusão deveria ser clara e o comborço - que preza sua condição - não deveria menosprezar nem ridicularizar o corno, seu parceiro no usufruto de prazeres.
O comborço esperto não alardeia sua condição, fica na miúda, só obtendo prazer. Aliás, todos os envolvidos deveriam ficar cada um na sua. E quando um trio, em comum acordo, permite alarde da sociedade “anônima” geralmente acontece a sublimação do corno. Uma tragédia! Pois apesar de serem mutuamente necessários, tradicionalmente, o corno e seu comborço não devem se bicar. No máximo é permitido conviverem no mesmo circulo social. Convivência que é sempre por mérito do corno, que é sempre mais lúcido, por adotar medidas de segurança. Se deixasse por conta do comborço seria um caos. Veja bem, é sempre o corno quem liga pra casa avisando que vai chegar mais cedo. É o corno quem bate forte o portão, quem chega limpando os pés com estardalhaço, quem se atrapalha com a chave da porta, quem faz festa com o cãozinho antes de entrar em casa... Pode apostar, corno manso de primeira categoria nunca tem cachorro grande, daqueles que mordem, pois em preservação do comborço só se permite a posse de cãozinho que late. Chyu-aua pra baixo..
Ironia, justamente por todos esses cuidados em proteger e preservar o comborço, o pobre do corno manso é tratado com escárnio e desrespeito pelo seu protegido. Uma total falta de consideração, já que o correto seria o corno ser muito respeitado. Se não pela instituição que ele representa, pela mansidão e classe com que age.
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