sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A Hora do Fim, Tchau!

Por Destemido Walace

Outro dia vendo um filme surgiu uma frase que me chamou a atenção. Um velhinho dizia "Voce não pode falhar se não desistir". Comecei a pensar o quanto soa ruim a questao de DESISTIR. Me pareceu um pensamento e tanto... bom, se ainda estamos tentando quer dizer que ainda não falhamos, e se não pararmos de tentar ninguém nunca poderá dizer que falhamos... a não ser que a gente morra... mas ai já não importa mesmo né?Mas depois, remoendo o assunto, comecei a perceber o quanto pode ser oneroso não termos a sabedoria necessária pra desistir de algo. Confesso, ainda restam dúvidas sobre o fato de "sabedoria" e "desistir" ocuparem a mesma frase, mas me parece que sim, que podem...Voltando, vejo o quanto algumas pessoas sofrem por não saberem a hora de parar. A hora de colocar um fim. Talvez seja isso. A questão primordial talvez seja colocar um "fim" e não necessariamente desistir, são duas coisas diferentes!! Pensando melhor, acho que vou mudar o título do post. (pros curiosos o título era "Quando desistir...")Agora sim! Sábios aqueles que sabem por um fim as coisas. "Sabedoria" e "fim" ocupam a mesma frase elegantemente. Cada vez mais tenho certeza da finitude das coisas, de sua propriedade inerente de mutação, e de como pra surgir algo novo é necessário que abramos espaço pondo fim ao velho. Aceitemos a condição efêmera do "tudo" que existe. A finitude é muitas vezes condição essencial pro sucesso! Duvida?Analisemos: Pessoas que não sabem por fim a uma discussão (essas devem ter visto o mesmo filme que eu e devem pensar que se não desistirem NUNCA elas vão ganhar a discussão! Parabéns a estes - os ganhadores- pois como sabemos no final de nossas vidas vai ter um reloginho marcando quantas discussões ganhamos na vida!), pessoas que não sabem terminar um relacionamento e se magoam ate ter a certeza "nunca me decepcionei tanto!", obvio queria o que? O negocio já terminou a tempos e voce continua insistindo... é claro que vai dar em briga. Pessoas que não sabem por fim as culpas, elas erram e ficam remoendo aquilo eternamente se sentindo vítimas do mundo. Outros não sabem dar fim a um texto.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Perdemos Gabeira

Perdemos Gabeira.
Perdemos a chance de desfrutar do novo, de uma forma de fazer política sem vaselinagem, puxasaquismo e negociatas.
Venceu o velho padrão.
Inegável, porém, ver que metade do Rio de Janeiro deu seu grito de liberdade. É a esta metade que me reporto agora.
Parabéns aos 49% dos cariocas que acreditaram na mudança.
Acredito que após uma longa hibernação política metade dos cariocas foram as urnas na esperança de ver o Rio de Janeiro bem representado politicamente. Infelizmente teremos que esperar um pouco mais. Exatamente mais 4 anos
Aos 50% que elegeram Eduardo Paes, meus pêsames. Já no primeiro dia está rifando os cargos da Prefeitura pra miscelania política que o apoiou.
Essa história a gente já conhece!
A grande novidade dessa eleição foi a mobilização política de cada cidadão em torno da candidatura de um cara como Fernando Gabeira.
Vamos lá cariocada, respirando fundo, a gente guenta!
Beijos a todos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Só por Hoje: o poder do aqui e agora.

Não há nada pior do que a indefinição!
Viver uma situação que dependa de espera, pra mim é um trem fantasma.
Aguardar o resultado de um exame médico que pode mudar sua vida. Esperar a resposta de um emprego, é simplesmente uma tortura!
Não à toa trilhei um caminho para depender só de mim. Sou autônoma, mais por não suportar dependência e espera, do que qualquer outra coisa. Simplesmente prefiro contar comigo. É mais seguro.
Ultimamente as pessoas que me cercam andam passando por situações assim. Pessoas que eu amo, cuja vida faz trança com a minha. Simplesmente impossível não ter meu destino afetado por elas. Logo eu, tão fiel à filosofia do cada um no seu quadrado!
Por mais Retroflexiva que eu seja, não sou uma ilha. Meu amor por elas faz com que a resposta que elas esperam, faça eco no meu “quadrado”. Meu amor por elas me tira da minha auto-suficiência. Quebra minhas defesas, me expõe aos fantasmas que tanto evitei.
São questões pertinentes a vida alheia, mas que ecoam na minha. Meu exercício diário é fazer como a galera do A.A (Alcoólatras Anônimos): Só por hoje. Mais 24 horas!
Viver um dia de cada vez é um antídoto para não pirar na espera.
Se eu conseguir ficar no Aqui e Agora, não há sofrimento. Mas se sair deste instante e viver a espera que pode resultar numa mudança drástica de vida, simplesmente a angustia e a ansiedade tomam conta da minha pessoa. Funciona como se tivesse alguma coisa roendo minha alma aos poucos.
Ter a vida fora de minhas rédeas me deixa louca! Sei que essa sensação de controle é mera ilusão, mas me mantém minimamente numa zona de conforto.
A imagem que me vem a cabeça é da carta ‘ Força” do tarot. Uma mulher nua em cima de um leão. Simbolizando que ela controla sua fera interior. Tem pleno domínio sobre ela. Só por hoje, volto a repetir pra mim e assim controlo a louca que abita aqui. Sabe que tá funcionando! Meu Leão tá quase domesticado. Já bebe leite no pires!
Tanto na Yoga quanto nas Terapias Existenciais o conceito de Aqui e Agora é amplamente difundido. Nunca poderia imaginar que colocá-lo em prática, pudesse ser tão útil na minha vida.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Penso, Logo Mudo de Idéia

Falar de si nem sempre é fácil. Uma paciente querida foi tão feliz na descrição que pedi a ela pra compartilhar aqui. Ela topou. Tenho ceretza que muitos se identificarão com suas palavras.

Adoro falar sobre mim.
Como boa pecadora que sou, a vaidade é o meu forte.
Minha melhor definição é a indefinição. Sou paradoxo, contradição.
Me atraio por coisas opostas e acredito desejar o que na verdade não quero pra mim.
Assim permanece muitas vezes a dúvid e a incerteza (onde tudo é possível!!!).
No mundo dos sonhos é onde mais me sinto à vontade.
Sempre escolho tudo o que é mais difícil e improvável.
Corajosa, aventureira, mas incrédula. Preciso ver com os meus próprios olhos.
E ainda assim posso não acreditar no que vejo! Quem me convence??? xiiiiii....
Acredito no amor mais do que tudo, ingênua e maldosa ao mesmo tempo.
Sou pilhada e preguiçosa, doce e mordaz... Adoro cutucar, adoro implicar.

Sou orgulhosa, mas também muito humildezinha, às vezes sou tão burrinhaaaa.....

Gosto de coisas simples. De um sorriso, um abraço. De um chope gelado.
Gosto do mar, do sal seco na pele, do vento...
Sou intensa nos meus sentimentos, totalmente sincera nas minhas paixões.
Me deixo levar pela beleza das pessoas.
Como você mesmo diz, adoro um tanquinho, costas largas! rsrsrs
Sou romântica sim, ao contrário do que muitos pensam de mim.
Só porque falo tudo na lata, não quer dizer que o romantismo não voe alto nos pensamentos.
Tenho uma visão prática do mundo, mas o meu mundo não é nada prático...
Gosto de ser tocada com força e com carinho... mas adoro mesmo as palavras, a sedução, a arte...
A estética está totalmente ligada à minha idéia de satisfação.
Me entristeço com a pobreza, principalmente a de espírito.
Observo o mundo nos mínimos detalhes e me atraio por tudo o que é novo.
Não tenho medo de experimentar e repito até cansar... os erros também... (que merda!)
As coisas que não consigo mudar, eu nem sempre aceito!
Pensadora, e também volúvel. Uma coisa é certa: sempre tenho razão! rsrsrs
Mesmo quando não tenho certeza!!
Indecisão é constante porque escolha é renúncia, limitação...
Dúvida é tudo o que ainda não veio. O que ainda não vivi, o que tenho medo. Sou muito medrosa também.
Mas não tenho medo de mudar. Mudo de casa, de roupa e de namorado mil vezes, se precisar.
A minha frase poderia ser: penso, logo mudo de idéia!
Mas quando se trata de mim mesma é ame-a ou deixe-a.
Não tem meio termo. E quando se trata de amor... ah, o amor!.....
Sou muito ciumenta! O que é meu é meu e o que é seu é nosso!
Não sou constante, mas sou a favor da verdade, sempre a verdade, doa a quem doer.
Não sei lidar com falsos e dissimulados, com quem não vive o que sente,
com quem fica "sentado no trono de um apartamento esperando a morte chegar".
Hipocrisia só perde pra injustiça e quando eu vejo sacanagem eu grito!
Vou atrás da felicidade mesmo que ela esteja a 15000 km de distância
e se ao chegar lá não encontrar com ela, valeu a viagem, fui feliz no percurso!

A vida é aqui e agora sem dúvida nenhuma, nisso eu concordo inteiramente com você.
Nas alegrias, nos amores... na solidão e na paz.
Eu repito meus erros, repito canções, repito o que ouvi em algum lugar...
Minha vida são as pessoas que chegam, são as que saem.

E cada parte delas que fica em mim.

Patty

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Grande Arquiteto

Me afino com a idéia pagã que circulava antes do Cristianismo ganhar força.
Deus e a natureza eram sinônimos e representações um do outro.
Deus era chamado no feminino. Era Deusa.
Deusa terra, mãe, fecunda. Era a ela que agradecíamos uma boa colheita e acendíamos fogueiras nos solstícios e equinócios.
Deus estava na terra e na nossa capacidade de nos nutrir dela.
Aos poucos com a chegada do Cristianismo essa idéia migrou para a figura de Nossa Senhora. O Patriarcado foi imposto e Deus virou masculino.
Hoje, é a ela que me reporto. A ela que rezo e agradeço.
Continuo com uma imensa sensação de que Deus está ali, na terra, no fogo, no ar e na água. Não é a toa que usamos esses elementos nos Rituais religiosos, do Camdomble ao catolicismo.

Não tento entender Deus, apenas senti-lo.
A sensação que estou dançando sua dança, ouvindo sua música é intensificada por algumas manobras que busco manter durante meus dias. Quando pratico yoga minha intenção é acima de tudo tornar minha experiência “com Deus” um pouco mais prolongada.
Estar em movimento, pegar uma estrada bacana, ouvir uma música que toca a alma, me conectar com o humano que existe em cada um de nós, me faz sentir Deus.
É pura percepção. Silêncio e música. Barulho do mar. Vento na cara.
Existe uma “perfeição” divina na natureza, no funcionamento do corpo humano, na relação dos órgãos com nossas emoções.
Deus é um arquiteto genial. Como faço parte de um de seus projetos não tenho idéia da grandeza da obra. Apenas imagino. E mesmo diante da minha visão limitada, fico absolutamente maravilhada.

Beijos e bom findi Semana

Obs: esse texto também foi publicado no Blog do Calau, Fenomenal: http://blogs.abril.com.br/calaufenomenal

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Você por Você



Quando o amor por mim precisa ultrapassar meu amor pelo outro.
Quando devo tomar cuidado para não deixar que o ser amado se desinteresse....
Quando tenho medo enorme de perder e faço tudo pra que ele permaneça ao meu lado....
Quando sinto que estou pisando em ovos para agradá-lo/a a toda hora....

Bom, pode ser que realmente o ser amado escorra pelas mãos.
Pode ser que se canse de ser tão necessário...
Pode ser que seja pesado demais carregar a felicidade do outro nas costas.


Não sei você, mas acredito que gostamos de pessoas que se gostem. Eu particularmente acho mais atraente quem se acha atraente. O bonito que se percebe vazio, vazio parece. Murcha, perde o viço.
Aquele que se cuida, antes de cuidar do outro, se quer bem. Aquele que se nutre, que tem fome de conhecimento, aquele que busca algo na vida além de querer agradar aos outros, tem luz. Tem calor, atrai os que estão a sua volta.
A bem da Verdade, atrai muita “alma penada” também. Por que tem um tipo de gente que é satélite. Que se alimenta da luz alheia. Pra esses: sal grosso, figa, dente de alho! Xô vudu, sai pra lá!

O ponto levantado aqui são as conseqüências de colocar o outro no centro da sua felicidade. Isso dá zebra. Pesa pro parceiro/a carregar essa responsabilidade, desgasta o amor, burocratiza o sexo e afasta o casal. Acaba virando um tipo de “profecia auto-realizadora, do tipo: “tenho medo de perder meu amor. Aí fico insegura, desinteressante aos meus olhos e lógico acabo desinteressante aos olhos do outro.”
Pronto! Profecia concretizada.

Pra mim, o antídoto, é se interessar por você. Se interessar pela vida.
Se olhar no espelho e descobrir seus melhores ângulos, dar um mergulho interno e explorar assuntos que despertem sua paixão.
Esse é o pó de pirlimpimpim. Não é apaixonar pela imagem refletida no espelho. É encontrar suas paixões legítimas, aquilo que te impulsiona, o que te movimenta.
É fácil descobrir que tem essa conexão interna. O olho brilha, a mente é febril, o papo avassalador. Impossível não causar encantamento.



terça-feira, 7 de outubro de 2008

Um Brinde aos Cariocas


Tô rindo de orelha a orelha por ver Fernando Gabeira chegar ao segundo turno com 25% dos Votos.
Um brinde a todos os cariocas que disseram não ao Cesar Maia. Seu partido só obteve 4% dos Votos.
Crivella disse que seria feita a vontade de Deus. É, Deus é realmente brasileiro!
Faço minhas as palavras dos meus colaboradores Destemido Walace e Macho de Respeito, necessariamente nesta ordem:



Agora eu vou fazer ate campanha!! Vamos acreditar!! Metade do trabalho foi feito, vamos ter coragem pra terminar o trabalho e nos dar a chance de mudança!! GABEIRA!!
DW


"O resultado do 1º turno deu uma resposta da população do Rio de Janeiro ao continuísmo que se propagava há mais de quatro mandatos. Para uma eleição que começou com favoritos do calibre de Wagner Montes e Crivella é animador ver agora no segundo turno um candidato honesto e que não negocia cargos públicos. Acreditem na renovação, nossa cidade é única e merece um prefeito comprometido em torná-la ainda mais maravilhosa. Parabéns aos eleitores que votaram com consciência pública."
MDR


Beijo, e bom segundo turno.
Parabéns Rio de Janeiro!

sábado, 4 de outubro de 2008

Ressaca Eleitoral


Ser carioca para mim é um vício, uma adicção. Sou apaixonada pelo modo como levamos a vida, pela pouca maquiagem das mulheres, a graça inerente em seu andar, o Baixo Gávea, as rodas de capoeira espalhadas pela cidade, a boemia da Lapa, o contorno do pão de açúcar, os surfistas da Prainha, a vista desbundante das Paineiras!
Tem gente que torce pelo Flamengo, pelo Botafogo ou pelo fluminense. Eu torço pelo carioca. Torço de ficar roxa pra que a gente volte a ter nesta cidade prazeres corriqueiros, como dar um mergulho em Ipanema sem pegar hepatite, andar pela Lagoa sem medo de ser assaltado, ou visitar o Cristo Redentor sem ser extorquido.

Esse fim de semana será a nossa chance de mudar o rumo das coisas. Será que aproveitaremos a chance ou deixaremos mais uma vez a onda passar e amanheceremos de ressaca?
Ressaca eleitoral! Terrível. E demora no mínimo 4 anos pra passar.

Cariocada, está na hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor e se livrar de vez dessa mania de escolher os piores administradores para essa cidade.
4 anos é tempo demais pra ter mais um incompetente populista no poder.

“Muda. Que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda à gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!”
(Até Quando, Musica do Gabriel Pensador)

Esse domingo parece um bom dia pra começar essa mudança. O que vocês acham?Estão animados?
Bom, eu tô. Domingão pego meu título de eleitor e vou lá na esperança de mudar a cara de quem decide as coisas por aqui.
O Rio já é bacana levando porrada atrás de porrada. Imaginem se formos tratados com respeito e dignidade.?
Beijos e boa votação.
Obs: Marcinha obrigado pela dica da musica. Valeuuuu.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Festa de Casamento

Por: Macho de Respeito

Na semana passada um amigo se lamentava sobre a sua nova condição de solteiro: recém separado, mas resolvido emocionalmente, e, ao mesmo tempo chateado porque estava encontrando dificuldades de encontrar alguém para conhecer, namorar etc... O principal receio dele era porque se sentia “enferrujado” e não conhecia nenhuma mulher solteira, com exceção das amigas da ex, que por óbvio ele queria distância. No entanto, a principal queixa era porque não saberia como se aproximar de alguém, flertar, etc...Afinal, fora casado por cinco anos e antes havia namorado outros três e teria desaprendido a arte da paquera.

Expliquei que isso é mais do que normal, que no início damos uns tropeços, mas que com o tempo a retórica volta. Perguntei a ele se havia alguma festa de casamento à vista. Instantaneamente disse que teria um casamento na próxima semana, mas que achava que não iria, pois conhecia duas ou três pessoas que foram convidadas. No minuto seguinte, eu mesmo já havia ligado para o cerimonial confirmando a presença dele e a minha, por precaução.

Embora não goste da festa de casamento em si, acho todas iguais, mesma seqüência musical, havaianas no final, etc...Sou capaz de mover montanhas por um amigo necessitado. Resolvi por em prática a minha teoria sobre festas de casamento: é a oportunidade mais fácil para flertar e se dar bem com mulheres.

Em primeiro lugar a atmosfera de uma festa de casamento é propícia: é uma festa tradicional, com pessoas jovens, idosos, maduros e crianças. O ambiente é acima de tudo familiar, cuidadosamente decorado e com flores por todos os lados. Ou seja, não lembra nada aquele inferninho escuro, enfumaçado e lotado das festas triviais. A trilha sonora é bem eclética: inicia com um Frank Sinatra, passa-se pelos flash back para um bom tempo nas músicas comerciais e depois de várias taças de champagne as madrinhas já estão dançando um funk proibidão até o chão. Em terceiro lugar, as mulheres geralmente estão no seu melhor momento: arrumadérrimas, com os cabelos escovados e/ou penteados em um desses salões de Ipanema, unhas feitas no dia e as mais espertas fazem até depilação. Algumas até fecham a boca na semana da festa. Não menos importante é o vestido, cuidadosamente escolhido para que alguém presente no casório jamais tenha visto anteriormente.

É justamente na festa de casamento que as mulheres ganham um up grade: as feias ficam ajeitadinhas; as normais viram uma boa opção e as bonitas tornam-se ótimas. Para criar coragem, bebida à vontade e a qualquer hora, sem ter a necessidade de se espremer em algum canto do bar.

Para os valetes fica aí um registro: o terno é azul, cinza escuro ou preto. Nada de bege, marrom, verde etc... A gravata desde que não seja dos Loney Tunes ou da Disney não fará feio ao compor a roupa. Não custa também alertar que não há nada mais desproposital do que aquele sujeito que mal chega na festa e já vai tirando a gravata, abrindo dois botões da camisa e arregaçando as mangas.
Voltando a teoria, o principal argumento para defender a minha tese é que a festa de casamento passa a falsa idéia de que os homens presentes são sérios e estão buscando um compromisso só porque estão de terno e gravata. E finalmente, aquele cara que você nunca viu antes e que demonstrou algum interesse é certamente amigo ou parente do noivo ou da noiva que por sua vez é próximo de você. Ou seja, as referências podem ser solicitadas facilmente.

Concordando ou não com a minha teoria, só existe um tipo de mulher que não se deve dar trela em um casamento: aquela famigerada que coloca as mãos para o alto igual a uma dançarina de axé se postando na frente de todas para pegar o buquê da noiva. Essa desesperada chega ao ponto de se jogar no chão para mostrar a todos o seu objeto de desejo e na maioria das vezes o que sobra é apenas um leve vestígio do que já foi um buquê. E o preço disso? A certeza de sair no DVD do casório como o destaque negativo da festa.

MDR

sábado, 27 de setembro de 2008

Cada um no seu Quadrado.

Bizarro e maravilhoso o vídeo Cada um no seu Quadrado, um dos mais vistos do Youtube.
Eu sou uma adepta dessa filosofia: cada macaco no seu galho, ou cada um no seu quadrado.
Você faz a performance que quiser sem invadir o espaço alheio.
A filosofia do quadrado é totalmente territorial e abraça a idéia de que minha liberdade termina onde começa a tua. Regra fundamental da boa convivência. Se cada um respeitasse os limites que cerceiam a liberdade individual seríamos mais felizes.
Pensa bem: Matrix no seu quadrado, matrix no seu quadrado... Você pode viajar o quanto quiser, mas não engloba o outro na fantasia, só assim não cobra depois.
Saci no seu quadrado, saci no seu quadrado. Cada um se vira no saci o quanto pode, só não vale contar com a perna do vizinho.

A idéia de ter o limite do outro como fronteira para minha atuação, representa que preciso estar atenta aos meus limites, minhas carências e minhas expectativas, por que pular pro quadrado alheio é fácil e atraente. Culpar o outro por que ele não atende minhas expectativas, por que não atendeu ao telefone, por que não estava disponível pra mim na hora que eu queria, é invadir o quadrado alheio.
De pano de fundo temos o lema da Gestalt terapia: Eu não nasci pra corresponder as suas expectativas nem você as minhas. Cada um no seu quadrado, cada um no seu quadrado.
Acredito que a adesão popular a dança do quadrado é um grito de libertação.
Só preciso tomar cuidado por que me relacionar com o outro é poder ir e vir, pular de quadrado em quadrado. É entrar e sair dessa fronteira “quadrilátera” mantendo minha consciência de qual é o meu espaço.

É bom chamar quem a gente ama pra pular no nosso quadrado, reunir a “macacada” pra pular no meu galho, mas tendo em vista que quando for necessário cada um pula de volta pro seu galho e vai cada qual pro seu quadrado.
Beijos e boa semana!

Obs: a galera da gestalt vai achar graça de tamanha retroflexão.